← Blog
    eletroposto fast charge DC instalação

    Como Instalar um Eletroposto Fast Charge DC: Passo a Passo para Estabelecimentos

    Gauss Mob ·

    O Que é um Eletroposto

    Um eletroposto é uma estação de recarga de veículos elétricos instalada em locais comerciais ou públicos. Diferente do carregador residencial — que usa corrente alternada e leva 3 a 12 horas para uma carga completa —, o eletroposto comercial opera com corrente contínua DC Fast Charge, entregando 55 a 140 kW diretamente à bateria do veículo e completando uma recarga de 20% a 80% em 20 a 45 minutos.

    Os componentes de um eletroposto comercial são: o carregador DC (gabinete com conversor interno AC→DC), o cabo e conector multi-padrão (CCS2, CHAdeMO, GB/T), o sistema de pagamento integrado (cartão, Pix, app) e a conectividade OCPP para gestão remota e telemetria.

    Empresas como a Gauss Mob instalam e operam eletropostos DC Fast em postos de combustível, shoppings, hotéis e condomínios sem nenhum custo para o estabelecimento — o parceiro fornece o espaço e recebe 50% da receita das sessões de recarga.


    O Que é um Eletroposto Fast Charge DC e Por Que é o Padrão Comercial

    DC vs AC: a diferença que define o negócio

    Carregadores AC (Nível 2) — como o Wallbox doméstico — fornecem corrente alternada ao veículo, que converte internamente para corrente contínua. A potência é limitada pelo inversor embarcado do carro: geralmente 7 a 22 kW. Tempo de recarga: 3 a 6 horas.

    O DC Fast Charge faz a conversão AC→DC dentro do próprio carregador e entrega corrente contínua diretamente à bateria, sem depender do inversor do veículo. Resultado: 55 a 140 kW de potência e recarga completa em 20 a 45 minutos.

    Para estabelecimentos comerciais, o DC Fast Charge é o único padrão viável. Motorista de shopping, de posto de combustível ou de hospital não aguarda 4 horas — quer recarregar rápido e seguir.

    Padrões de conector DC no Brasil:

    • CCS2 (Combined Charging System): padrão da maioria dos EVs europeus, Honda, Toyota, GM Equinox EV e modelos nacionais
    • CHAdeMO: Nissan Leaf, Mitsubishi Outlander PHEV
    • GB/T: BYD Dolphin, BYD Seal, BYD Atto 3, Han EV — o segmento que mais cresce no Brasil

    Potências disponíveis e casos de uso

    PotênciaTempo de recarga (20%→80%)Caso de uso ideal
    30–55 kW45–60 minPosto de menor fluxo, hotel, condomínio corporativo
    60–100 kW30–40 minPosto de médio fluxo, shopping, hub industrial
    120–180 kW15–25 minRodovias federais, shopping de alto fluxo
    200–360 kW8–15 minHub urbano de alta rotatividade

    Pré-Requisitos Técnicos: O Que Seu Estabelecimento Precisa Ter

    Rede elétrica

    A instalação de um eletroposto DC Fast acima de 22 kW exige rede elétrica trifásica a 380V — o padrão para carregadores comerciais no Brasil.

    Capacidade de demanda adicional necessária:

    • Carregador 55 kW: +65 kVA de demanda contratada
    • Carregador 100 kW: +120 kVA de demanda contratada
    • Múltiplos carregadores: somar as demandas individuais e adicionar 20% de margem de segurança

    Dimensionamento de cabos:

    • 55 kW: cabo PP 70mm², comprimento conforme distância do quadro geral
    • 100 kW: cabo PP 150mm²
    • 140 kW+: cabo de 185mm² ou superior

    Proteções obrigatórias: disjuntor termomagnético dimensionado para a corrente, DR (diferencial-residual) classe A, para-raios e aterramento conforme ABNT NBR 5410.

    Infraestrutura civil

    • Piso: concreto ou pavimento firme — o carregador DC pesa 200 a 450 kg e precisa de superfície nivelada
    • Área mínima por ponto: 3m × 3m de footprint do equipamento + espaço para manobra do veículo
    • Proteção mecânica: colunas ou balizadores de proteção para evitar colisão de veículos com o carregador
    • Sinalização: pintura de vaga, placa de identificação, iluminação noturna — exigidos para visibilidade nos apps

    Conectividade

    O carregador DC requer internet estável para gestão remota, telemetria em tempo real e processamento de pagamento. O protocolo OCPP 1.6 ou 2.0 (Open Charge Point Protocol) é o padrão aberto de comunicação entre o carregador e a plataforma de gestão.

    A Gauss Mob instala cada equipamento com chip 4G próprio — o carregador não depende da rede Wi-Fi do estabelecimento, garantindo disponibilidade 24h mesmo em quedas de internet local.


    Normas e Certificações Obrigatórias no Brasil

    Normas ABNT aplicáveis

    • ABNT NBR IEC 61851-23: sistemas de recarga conductive de veículos elétricos — requisitos gerais para recarga em modo 4 (DC Fast Charge)
    • ABNT NBR 16784: eletropostos — requisitos para instalação e operação de postos de recarga veicular comercial
    • NR-10: norma de segurança em instalações e serviços com eletricidade — a instalação deve ser conduzida por eletricista habilitado com certificação NR-10

    Certificação INMETRO

    Todos os carregadores DC comercializados e operados no Brasil precisam de certificação INMETRO antes de entrar em operação comercial, conforme Portaria INMETRO 540/2019. Os equipamentos da Gauss Mob são certificados e atendem a essa exigência.

    Aprovação junto à CEMIG (Minas Gerais)

    Carregadores DC acima de 75 kW requerem aprovação prévia da CEMIG para aumento de demanda contratada. O processo envolve:

    1. Solicitação de acesso à CEMIG com laudo elétrico
    2. Análise técnica pela distribuidora (verificação da capacidade da rede local)
    3. Adequação da rede se necessário (custo da CEMIG ou do solicitante, dependendo do caso)
    4. Instalação do ponto após aprovação
    5. Vistoria final da distribuidora

    Prazo típico: 30 a 90 dias, dependendo da demanda adicional solicitada e da capacidade da rede na região.

    No modelo de parceria Gauss Mob, a empresa conduz todo o processo de aprovação no lugar do parceiro — sem necessidade de contratar engenheiro externo ou comparecer às vistorias.


    Processo de Instalação Passo a Passo

    Etapas com o modelo Gauss Mob (zero CAPEX para o parceiro)

    Passo 1 — Visita técnica gratuita Engenheiro da Gauss Mob avalia a rede elétrica existente, dimensiona a demanda adicional necessária, inspeciona o espaço físico e estima o fluxo de veículos. Sem custo, sem compromisso.

    Passo 2 — Laudo elétrico Elaboração do projeto elétrico: cálculo da demanda adicional, dimensionamento dos cabos de alimentação, especificação dos disjuntores e proteções. Documento exigido pela CEMIG.

    Passo 3 — Protocolo junto à CEMIG A Gauss Mob protocola o pedido de aumento de demanda contratada junto à CEMIG (ou à distribuidora local, fora da área CEMIG). Acompanha o processo e responde às solicitações técnicas da distribuidora.

    Passo 4 — Obra civil Adequação do piso, instalação dos balizadores de proteção, pintura de vaga, sinalização vertical e iluminação noturna do ponto de recarga.

    Passo 5 — Instalação elétrica Execução da infraestrutura elétrica conforme o projeto: cabos de alimentação, disjuntores termomagnéticos, DR, aterramento. Tudo realizado por eletricistas NR-10 habilitados.

    Passo 6 — Montagem e comissionamento do carregador Fixação do equipamento no piso, conexões elétricas, configuração do chip 4G, teste de comunicação OCPP com a plataforma de gestão e teste de recarga com veículo de homologação.

    Passo 7 — Cadastro nos aplicativos O ponto de recarga é cadastrado no PlugShare, Zletric e Gauss Mob app — ficando visível para todos os motoristas de EV da região no dia do go-live.

    Passo 8 — Go-live Carregador ativo, operacional e gerando receita. O parceiro recebe login no painel de monitoramento para acompanhar sessões em tempo real.

    Prazo e custos com o modelo Gauss Mob

    • Prazo total: 30 a 60 dias da aprovação do contrato ao go-live (podendo chegar a 90 dias em casos que exijam aprovação CEMIG para alta demanda)
    • Custo para o parceiro: R$ 0 — a Gauss Mob assume 100% do investimento em equipamento, instalação e obras
    • Início da receita: primeiro pagamento da parcela de 50% em até 30 dias após o primeiro mês completo de operação

    Erros Comuns na Instalação de Eletropostos (e Como Evitá-los)

    Erro 1 — Subestimar a demanda elétrica adicional O que acontece: disjuntor cai durante sessões simultâneas, interrompendo o carregamento e gerando reclamação de motoristas. Como evitar: laudo elétrico profissional com margem de 20% acima da demanda calculada.

    Erro 2 — Instalar sem aprovação prévia da CEMIG O que acontece: corte de energia por ultrapassagem de demanda não autorizada — multa e interrupção do serviço. Como evitar: protocolar o pedido de aumento de demanda antes de iniciar a obra elétrica.

    Erro 3 — Escolher local sem visibilidade ou sinalização adequada O que acontece: motorista não encontra o ponto de recarga, uso próximo de zero. Como evitar: sinalização clara, iluminação, cadastro nos apps antes do go-live.

    Erro 4 — Não ter plano de manutenção preventiva O que acontece: falha de firmware ou componente deixa o carregador fora de serviço por semanas. Como evitar: contrato de manutenção com SLA definido. No modelo Gauss Mob, SLA de 4h para chamados críticos e manutenção preventiva trimestral incluídos.

    Erro 5 — Usar carregador mono-padrão O que acontece: motoristas de BYD (GB/T) não conseguem recarregar num carregador que só tem CCS2. Como evitar: especificar carregador multi-padrão (CCS2 + GB/T) para cobrir mais de 95% da frota nacional.


    Próximos Passos

    Entendido o processo técnico, o próximo passo é avaliar se o seu estabelecimento é elegível para o modelo de parceria Gauss Mob.

    Solicitar visita técnica gratuita →

    Quer entender o retorno financeiro antes de decidir? Retorno sobre Investimento em Eletroposto: TIR, Payback e Simulação Real

    Quer entender o modelo completo de carregadores para empresas? Carregador para Veículo Elétrico: Guia Completo para Empresas

    Para postos de combustível especificamente: Carregador Elétrico para Posto de Combustível: Como Diversificar a Receita sem Investir Nada

    Quer instalar um eletroposto no seu espaço?

    Fale com a Gauss Mob e receba uma proposta personalizada.

    Falar no WhatsApp