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Retorno sobre Investimento em Eletroposto: TIR, Payback e Simulação Real

Gauss Mob · 15 de maio de 2026

# Retorno sobre Investimento em Eletroposto: TIR, Payback e Simulação Real Investir em um eletroposto DC Fast é uma das operações com melhor relação risco-retorno disponível hoje no mercado imobiliário e de infraestrutura. A TIR de um ponto de recarga bem localizado supera 48% ao ano no cenário conservador — e ultrapassa 80% no cenário otimista. Mas poucos CFOs e diretores financeiros chegam a essa análise com premissas sólidas o suficiente para apresentar internamente. Este guia apresenta a modelagem financeira completa — com premissas explícitas, dois cenários e a comparação direta entre o modelo de investimento próprio e o modelo Revenue Share da Gauss Mob (zero CAPEX). --- ## Por Que Calcular o ROI Antes de Instalar um Eletroposto ### O perfil do decisor financeiro B2B CFOs e diretores financeiros que avaliam a instalação de um eletroposto fazem três perguntas antes de aprovar qualquer projeto: "Em quantos meses recupero o investimento?", "Qual é a TIR desta operação comparada a outras alternativas de capital?" e "Qual é o risco se o fluxo de EVs for menor que o projetado?" Essas perguntas têm respostas precisas — desde que as premissas sejam explícitas e auditáveis. Gestores que tomam a decisão sem modelagem formal costumam superestimar o CAPEX necessário (e desistir) ou subestimar o risco de localização ruim (e se decepcionar com o retorno). ### As variáveis que determinam o retorno de um eletroposto | Variável | Impacto no ROI | Observação | |---|---|---| | Sessões por dia | Alto | Principal determinante — varia 5x entre locais ruins e bons | | Potência do carregador | Médio | Mais potência = mais rotatividade, mas mais CAPEX e custo de energia | | Preço por kWh ao motorista | Médio | R$ 2,00–R$ 3,50/kWh no mercado atual | | Tarifa de energia da distribuidora | Médio | CEMIG BH: R$ 0,80–R$ 0,90/kWh para uso comercial | | CAPEX do sistema | Alto | Eliminar com modelo Gauss Mob muda estruturalmente o cálculo | | Crescimento da frota EV | Alto no longo prazo | 72% a.a. em MG (2024) — o fluxo futuro será muito maior que o atual | --- ## Cenário A: Eletroposto com Investimento Próprio ### Premissas do modelo - **Equipamento**: carregador DC 55 kW com padrão CCS2 + CHAdeMO - **CAPEX total**: R$ 145.000 (equipamento R$ 88.000 + elétrica R$ 32.000 + civil/obras R$ 25.000) - **OPEX anual**: R$ 18.000 (manutenção R$ 8.000, conectividade/plataforma R$ 4.800, seguros R$ 5.200) - **Preço cobrado ao motorista**: R$ 2,80/kWh entregue - **Custo de energia (CEMIG B3)**: R$ 0,87/kWh - **Eficiência do carregador**: 92% - **kWh entregue por sessão**: 25 kWh (recarga de 0% a ~70% em veículo médio) ### Resultados — cenário conservador (6 sessões/dia) | Indicador | Valor | |---|---| | Receita bruta mensal | 6 sessões × 25 kWh × R$ 2,80 × 30 dias = **R$ 12.600** | | Custo de energia mensal | 6 × 25/0,92 × R$ 0,87 × 30 = **R$ 4.264** | | OPEX mensal | **R$ 1.500** | | **Lucro operacional/mês** | **R$ 6.836** | | **Lucro anual** | **R$ 82.032** | | **Payback simples** | 145.000 / 82.032 = **21 meses (1,75 anos)** | | TIR (horizonte 10 anos, crescimento de fluxo 15%/a.a.) | **~48–55% a.a.** | | VPL (taxa de desconto 12%) | **R$ 480.000–R$ 600.000** | ### Resultados — cenário otimista (12 sessões/dia) | Indicador | Valor | |---|---| | Receita bruta mensal | **R$ 25.200** | | Lucro operacional mensal | **R$ 19.436** | | **Payback simples** | **7,5 meses** | | **TIR estimada (10 anos)** | **>80% a.a.** | A TIR de 48–55% no cenário conservador não é otimismo — é o resultado matemático de um ativo com CAPEX baixo, receita recorrente e crescimento acelerado do mercado. O elemento que mais protege essa projeção é o **crescimento de 72% a.a. da frota EV em MG**: o eletroposto que hoje recebe 6 sessões/dia provavelmente receberá 10–12 em 24 meses. --- ## Cenário B: Modelo Gauss Mob — Zero CAPEX, Revenue Share 50/50 ### Por que o ROI é diferente quando o CAPEX é zero Com CAPEX zero, o conceito de "payback" deixa de existir — não há capital a recuperar. O parâmetro financeiro relevante muda para **cash-on-cash return**: quanto o parceiro recebe proporcionalmente ao capital que arriscou. No modelo Gauss Mob, o risco financeiro do parceiro é basicamente zero: ele fornece o espaço (uma ou mais vagas de estacionamento), recebe 50% da receita bruta e não arca com nenhum custo de equipamento, instalação, manutenção ou operação. ### Resultados — cenário conservador (6 sessões/dia) | Indicador | Valor | |---|---| | Receita bruta do eletroposto | R$ 12.600/mês | | **Parcela do parceiro (50%)** | **R$ 6.300/mês** | | Investimento do parceiro | **R$ 0** | | Cash-on-cash return mensal | **Infinito** (sem capital investido) | | **Receita anual para o parceiro** | **R$ 75.600** | ### Comparação direta: sistema próprio vs modelo Gauss Mob | Métrica | Sistema Próprio (DC 55 kW) | Modelo Gauss Mob | |---|---|---| | CAPEX | R$ 145.000 | **R$ 0** | | Receita anual (6 sessões/dia) | R$ 82.032 (100%) | R$ 75.600 (50%) | | Risco de manutenção | **Alto** (por conta do proprietário) | **Zero** | | Risco de obsolescência | **Alto** (tecnologia muda rápido) | **Zero** | | Payback | 21 meses | **N/A — sem capital** | | TIR calculável | 48–55% a.a. | N/A | | Cash-on-cash return | N/A | **Infinito** | | Ideal para quem | Tem capital e quer controle total | Prefere receita passiva sem risco | A diferença de receita anual entre os dois modelos (R$ 82k vs R$ 75k) é compensada pela eliminação de R$ 145.000 em CAPEX e de todos os riscos operacionais. Para a maioria dos estabelecimentos — postos de combustível, restaurantes, shoppings, condomínios — o modelo Gauss Mob é o mais adequado. --- ## Variáveis que Mais Impactam o Retorno ### O fator de crescimento da frota EV O mercado de EVs no Brasil cresceu **72% em 2024** em Minas Gerais. Esse crescimento não é linear — é exponencial. A curva de adoção de tecnologia segue o modelo S: lenta no início, depois acelerada. O Brasil ainda está na fase de aceleração inicial, o que significa que os próximos 3–5 anos serão de crescimento ainda mais intenso. Um eletroposto instalado em 2026 com 6 sessões/dia tem alta probabilidade de operar com 12–18 sessões/dia em 2028–2029. Esse crescimento de fluxo futuro é o principal driver de upside da TIR — e é o argumento mais sólido para instalar agora, antes que a janela de vantagem competitiva se feche. ### Localização: o determinante principal do retorno | Tipo de localização | Sessões/dia esperadas | Retorno relativo | |---|---|---| | Posto de combustível em rodovia federal (BR-381, BR-040) | 10–20 | 3–5x a média | | Shopping de grande fluxo (80.000+ visitantes/mês) | 8–15 | 2–4x a média | | Posto de combustível em avenida principal | 6–12 | 1,5–3x a média | | Restaurante ou conveniência com estacionamento próprio | 4–8 | 1–2x a média | | Localização residencial ou de baixo fluxo | 2–4 | Abaixo do break-even em CAPEX próprio | A Gauss Mob realiza estudo de fluxo EV antes de qualquer instalação. Locais que não atingem o threshold mínimo de viabilidade não são aprovados para instalação — protegendo tanto o parceiro quanto a própria operação. ### Impacto da potência do carregador no retorno - **DC 55 kW**: recarga de 0% a ~80% em 45–60 min. Giro máximo de 16–18 carros/dia por ponto. - **DC 100 kW**: recarga de 0% a ~80% em 25–35 min. Giro máximo de 25–28 carros/dia. - **DC 150+ kW**: recarga ultrarrápida. Mais indicado para corredores de rodovia. Para locais de alto fluxo comprovado, o carregador de 100 kW maximiza a receita por vaga. Para locais com fluxo moderado (6–8 sessões/dia), o DC 55 kW oferece melhor retorno por kWp instalado. --- ## FAQ Financeiro: Perguntas de CFOs e Decisores **Como o eletroposto impacta o EBITDA da empresa?** No modelo Revenue Share (Gauss Mob), a receita do eletroposto aparece como receita operacional de outras fontes — sem contrapartida de CAPEX nem depreciação. Impacto positivo direto no EBITDA desde o mês 1. **Posso deduzir o CAPEX do eletroposto no IR (depreciação)?** No modelo de investimento próprio, sim — equipamentos elétricos têm depreciação de 10 anos (10% a.a.) conforme tabela da Receita Federal. No modelo Gauss Mob, o equipamento permanece no balanço da Gauss Mob: o parceiro não tem CAPEX a depreciar. **Como é tributado o revenue share recebido no modelo Gauss Mob?** O revenue share é receita de cessão de espaço/serviço — tributado como receita operacional da pessoa jurídica. A forma exata de enquadramento contábil deve ser validada com o contador da empresa conforme o regime tributário específico. **O revenue share é garantido mesmo se o fluxo de EVs for menor que o esperado?** O revenue share é proporcional à receita gerada — sem receita, sem pagamento. Não existe receita garantida. A proteção do parceiro está no fato de que ele não investiu capital: se o ponto não performa, ele simplesmente não recebe. A Gauss Mob faz o estudo de viabilidade antes para minimizar esse risco. --- ## Próximo Passo: Simule o ROI do Seu Estabelecimento A análise de viabilidade financeira da Gauss Mob é gratuita e inclui estudo de fluxo EV na localização, dimensionamento do equipamento ideal, projeção de receita em cenário conservador e otimista, e comparativo financeiro entre sistema próprio e Revenue Share. Consulte o [guia completo de carregador elétrico para empresas](/blog/carregador-veiculo-eletrico-empresa) para entender o processo completo de instalação. Para operações que incluem energia solar ou BESS para reduzir o custo do eletroposto, saiba mais sobre [armazenamento de energia BESS](/blog/sistema-armazenamento-energia-bess) — a combinação solar + BESS + EVC no mesmo contrato é a estrutura de maior retorno disponível. [Solicitar análise financeira via WhatsApp](https://wa.me/5531982578063?text=Ol%C3%A1.%20Quero%20simular%20o%20ROI%20de%20um%20eletroposto%20no%20meu%20estabelecimento.)

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