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como instalar carregador elétrico em posto de combustível

Como instalar carregador elétrico em posto de combustível

Gauss Mob · 29 de maio de 2026

# Como instalar carregador elétrico em posto de combustível Em 2024, o Brasil ultrapassou 300 mil veículos elétricos e híbridos plug-in circulando — e a cada mês entram mais 10 mil unidades novas. Enquanto isso, a maioria dos postos de combustível ainda não oferece recarga elétrica. O resultado? Motoristas de EV enfrentam filas nos poucos eletropostos disponíveis e deixam de abastecer onde não encontram o serviço. Para o dono de posto, essa lacuna representa duas coisas: perda de receita imediata e risco de ficar para trás. A ANP já sinaliza que a infraestrutura de recarga será regulada em breve, e grandes redes como Ipiranga e Vibra estão correndo para instalar carregadores. Quem esperar, vai perder clientes — e dinheiro. Neste guia, você vai entender o passo a passo técnico e regulatório para instalar carregador elétrico em posto de combustível, descobrir quanto custa, em quanto tempo o investimento se paga e como evitar os erros mais comuns que atrasam obras e queimam orçamento. ## Por que instalar carregador elétrico no posto agora? O mercado de veículos elétricos no Brasil cresceu 91% em 2023, segundo a ABVE. E a projeção para 2025 é de mais 150 mil emplacamentos. Cada um desses carros precisa recarregar em algum lugar — e o posto de combustível é o local mais natural para isso. Além disso, a concorrência está se movendo. Postos que já instalaram carregadores relatam aumento de 15% a 25% no fluxo de clientes, segundo dados da Associação Brasileira de Recarga de Veículos Elétricos (ABRAVE). Motoristas de EV ficam em média 20 a 40 minutos no local durante a recarga rápida — tempo suficiente para comprar café, lanches e outros itens da loja de conveniência. Por fim, há um fator regulatório: a ANEEL e a ANP discutem a obrigatoriedade de pontos de recarga em novos postos. Quem instala agora sai na frente, aproveita incentivos fiscais (como redução de ICMS em alguns estados) e evita correr contra o relógio depois. ## Normas técnicas e licenças para instalação Antes de comprar qualquer equipamento, é preciso entender as regras. A instalação de carregador elétrico em posto de combustível envolve três camadas de regulamentação: 1. **Normas elétricas (ABNT NBR 5410 e NBR 14039)** — definem os requisitos para instalações de baixa e média tensão, incluindo proteção contra choques, dimensionamento de cabos e aterramento. 2. **Normas de segurança para postos (ABNT NBR 13714 e NBR 15570)** — tratam de áreas classificadas, distâncias mínimas entre bombas de combustível e equipamentos elétricos, e sistemas de combate a incêndio. 3. **Licenciamento ambiental e municipal** — cada prefeitura exige alvará específico para obras e operação de recarga. Em Belo Horizonte, por exemplo, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente exige licença simplificada para eletropostos. Na prática, o maior desafio é garantir que o carregador fique fora da zona classificada (distância mínima de 6 metros das bombas de combustível, conforme a NBR 15570). Em instalações que acompanhamos, esse é o ponto que mais gera retrabalho — projetos que ignoram essa regra precisam ser refeitos, atrasando a obra em semanas. ## Escolha do carregador: AC vs DC Fast Nem todo carregador serve para posto de combustível. A escolha depende do perfil de cliente que você quer atender: - **Carregadores AC (Wallbox, 7 a 22 kW)** — ideais para recarga noturna ou de funcionários. Tempo de recarga: 4 a 8 horas. Custo menor (R$ 5 mil a R$ 15 mil por unidade), mas não atendem motoristas que querem recarga rápida. - **Carregadores DC Fast (50 a 350 kW)** — o padrão para postos de combustível. Recarregam 80% da bateria em 20 a 40 minutos. Custo mais alto (R$ 80 mil a R$ 250 mil por unidade), mas geram maior giro de clientes. Para um posto de combustível, a recomendação é instalar pelo menos dois [eletropostos DC Fast](/evc) de 60 kW cada. Esse é o ponto ideal entre custo e velocidade de recarga — atende 90% dos veículos elétricos do mercado brasileiro (incluindo BYD Dolphin, GWM Ora, Volvo XC40 Recharge e Chevrolet Bolt). Além disso, é importante verificar a compatibilidade com os conectores: no Brasil, o padrão é o CCS2 (Combo 2) para DC e Type 2 para AC. Carregadores que oferecem ambos os conectores são mais versáteis. ## Infraestrutura elétrica: o que seu posto precisa A instalação de carregadores DC exige uma demanda de energia que a maioria dos postos não tem disponível. Veja os requisitos típicos: - **Transformador dedicado** — para dois carregadores de 60 kW, você precisa de um transformador de 150 kVA (considerando folga de 20%). O custo médio é de R$ 30 mil a R$ 50 mil, instalado. - **Quadro de distribuição e proteção** — disjuntores, DPS (dispositivo de proteção contra surtos) e cabos dimensionados para correntes de até 200 A. Obras elétricas internas custam entre R$ 15 mil e R$ 30 mil. - **Aterramento** — essencial para segurança e para evitar danos aos carregadores. Um sistema de aterramento com malha de cobre sai por R$ 5 mil a R$ 10 mil. - **Conexão com a distribuidora** — você precisa solicitar aumento de carga à Cemig (ou à distribuidora local). O prazo médio é de 45 a 90 dias, e o custo varia de R$ 10 mil a R$ 40 mil, dependendo da distância do poste mais próximo. Em um projeto recente que realizamos em Contagem (MG), o custo total da infraestrutura elétrica (transformador + quadro + aterramento + conexão) ficou em R$ 98 mil para dois carregadores DC de 60 kW. O prazo total, da aprovação do projeto à energização, foi de 4 meses. ## Passo a passo da instalação O processo completo pode ser dividido em 6 etapas: 1. **Estudo de viabilidade** — análise da rede elétrica disponível, distância das bombas, fluxo de veículos na região e projeção de demanda. Duração: 1 semana. 2. **Projeto elétrico e arquitetônico** — elaborado por engenheiro eletricista registrado no CREA, incluindo memorial descritivo, diagrama unifilar e planta de localização. Duração: 2 a 3 semanas. 3. **Aprovação na distribuidora e prefeitura** — solicitação de aumento de carga e alvará de obras. Duração: 30 a 60 dias. 4. **Obra civil e elétrica** — fundação para os carregadores, passagem de cabos, instalação do transformador e quadros. Duração: 2 a 4 semanas. 5. **Instalação dos carregadores** — fixação, conexão elétrica e configuração do software de gestão. Duração: 2 a 3 dias. 6. **Comissionamento e testes** — verificação de funcionamento, testes de carga e treinamento da equipe. Duração: 1 semana. O prazo total médio é de 3 a 5 meses. O maior gargalo costuma ser a aprovação na distribuidora — por isso, recomendamos iniciar esse processo o quanto antes. ## Custos totais e ROI Vamos aos números. Para um posto com dois carregadores DC de 60 kW: | Item | Custo estimado | |------|----------------| | Carregadores (2 unidades) | R$ 160 mil a R$ 200 mil | | Transformador 150 kVA | R$ 35 mil a R$ 50 mil | | Obra elétrica e civil | R$ 40 mil a R$ 60 mil | | Conexão com distribuidora | R$ 15 mil a R$ 40 mil | | Projeto e licenças | R$ 10 mil a R$ 20 mil | | **Total** | **R$ 260 mil a R$ 370 mil** | A receita depende do preço do kWh e da taxa de ocupação. Considerando R$ 1,50/kWh (preço médio praticado em postos) e 6 recargas por dia por carregador (cada uma de 30 kWh), a receita mensal bruta é de: - 2 carregadores × 6 recargas/dia × 30 kWh × R$ 1,50 × 30 dias = R$ 16.200/mês Descontando o custo da energia (R$ 0,70/kWh, em média) e manutenção (R$ 1.000/mês), o lucro líquido mensal fica em torno de R$ 8.600. O payback, nesse cenário, é de 30 a 43 meses — ou seja, entre 2,5 e 3,5 anos. Além da receita direta, há o aumento nas vendas da loja de conveniência. Estudos da ABRAVE mostram que motoristas de EV gastam em média R$ 25 por visita em itens de conveniência. Com 360 visitas/mês, são R$ 9.000 adicionais de faturamento. ## Erros comuns que atrasam a instalação Ao longo de dezenas de projetos, identificamos três erros que mais custam tempo e dinheiro: 1. **Ignorar a distância mínima das bombas** — como mencionamos, a NBR 15570 exige 6 metros. Projetos que desrespeitam isso são reprovados na vistoria do Corpo de Bombeiros. 2. **Subdimensionar o transformador** — muitos postos tentam economizar e instalam transformadores de 100 kVA para dois carregadores de 60 kW. O resultado é que os carregadores operam com potência reduzida (40 kW em vez de 60 kW), aumentando o tempo de recarga e insatisfazendo clientes. 3. **Não prever [armazenamento de energia](/bess)** — em regiões com rede elétrica instável, os carregadores podem desarmar durante picos de demanda. Um sistema BESS (bateria estacionária) de 100 kWh resolve o problema e ainda permite vender energia nos horários de ponta, aumentando o ROI. ## Como a energia solar pode reduzir custos Combinar [geração fotovoltaica](/solar) com carregadores é uma estratégia que reduz o custo da energia em até 60%. Em um posto que instala 50 kWp de painéis solares (custo aproximado de R$ 150 mil), a energia gerada abastece os carregadores durante o dia — quando a demanda é maior. O resultado: o custo da energia para recarga cai de R$ 0,70/kWh para R$ 0,28/kWh. Isso aumenta o lucro líquido mensal para R$ 13.400 e reduz o payback para 22 meses. Além disso, o posto pode usar o excedente de energia solar para alimentar a loja de conveniência e outros equipamentos, reduzindo a conta de luz em até 90%. ## Manutenção e operação do eletroposto Depois de instalado, o carregador exige manutenção preventiva a cada 6 meses: limpeza dos conectores, verificação de cabos, testes de isolamento e atualização de firmware. O custo médio é de R$ 800 a R$ 1.500 por visita. A operação pode ser gerenciada por software — a maioria dos carregadores modernos oferece plataforma de gestão que permite: - Monitorar recargas em tempo real - Ajustar preços dinamicamente (por horário ou demanda) - Emitir relatórios de uso e faturamento - Integrar com sistemas de pagamento (cartão, PIX, app) Para postos que não querem se preocupar com operação, existem modelos de parceria: a Gauss Mob instala e mantém os carregadores, e o posto cede o espaço e recebe uma comissão por kWh vendido. É o [programa de parceiros](/parceria) que já opera em 12 postos em Minas Gerais. ## Conclusão Instalar carregador elétrico em posto de combustível não é um bicho de sete cabeças, mas exige planejamento técnico e financeiro. As normas existem, os custos são conhecidos e o ROI é real — desde que o projeto seja bem executado. O mercado está se movendo rápido. Quem instala agora, aproveita a demanda reprimida, fideliza clientes e se posiciona como referência em mobilidade elétrica na região. Quem esperar, vai encontrar mais concorrência, prazos mais apertados e custos mais altos. A Gauss Mob projeta, instala e mantém infraestrutura de recarga para postos de combustível em Belo Horizonte e região metropolitana. Se você quer uma avaliação realista de viabilidade para o seu posto, fale diretamente com nossos engenheiros — é gratuito, sem compromisso, e você sai com um panorama real de custos, prazos e retorno. [Fale conosco pelo WhatsApp](https://wa.me/5511936208350?text=Olá%2C%20vi%20o%20artigo%20sobre%20instalação%20de%20carregador%20em%20posto%20de%20combustível%20e%20gostaria%20de%20uma%20avaliação%20de%20viabilidade)

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